O autismo segundo o paradigma da neurodiversidade

Texto escrito por NIck Walker em 2014 e originalmente publicado em Neurocosmopolitanism , traduzido por Alexia Klein do Blog – O autismo em tradução.

O que é o autismo?

O autismo é uma variação neurológica humana de base genética. O complexo conjunto de características interrelacionadas que distinguem a neurologia autista da não autista não foi ainda completamente entendida, mas evidências recentes indicam que a distinção central é caracterizada por níveis particularmente elevados de conectividade e respostas sinápticas no cérebro autista. Isto faz com que as experiências subjetivas dos indivíduos autistas sejam mais intensas e caóticas do as que dos não autistas: tanto no nível sensório-motor, quanto no cognitivo, a mente autista tende a registrar mais informações e o impacto de cada fração de informação tende a ser mais intenso e menos previsível…

Texto completo aqui.

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Tenho um filho Autista, e agora?

Publicado no blog: santadecasafazmilagre.blogspot.com.br

Se você acabou de receber um diagnóstico de autismo para seu filho, você vai ter uma das duas reações:

Respirar aliviada porque, enfim, tem um diagnóstico, ou chorar, chorar, chorar.

A primeira acontece depois que a gente vem de uma verdadeira romaria em médicos, tentando descobrir o que está acontecendo com nosso filho. Por incrível que pareça, por pior que seja o diagnóstico, pelo menos temos um ponto para começar, e isso é bem melhor do que a impotência que sentimos quando, consulta após consulta, a única coisa que escutamos é: seu filho tem alguma coisa errada, só não sei o que é. Nessas idas e vindas você chora tanto, passam tantas possibilidades pela sua cabeça, toma conhecimento de tantas doenças que existem e que você nem imaginava, que ao receber o diagnóstico tudo que você quer é se focar no “espectro autista” e ir atrás de alternativas que, com certeza, existem.

A segunda é quando o diagnóstico é feito mais rapidamente e os pais não tiveram tempo de se acostumar com a tal idéia de que “seu filho tem alguma coisa errada, só não sei o que é”.

É uma bomba caindo em cima de sua cabeça. Por isso o melhor a fazer é chorar, chorar, chorar.

Mas, com um detalhe, longe de seu filho. O fato dele não conseguir se comunicar, não significa que ele não consiga entender. Crianças autistas que tiveram grandes melhoras e até que perderam o diagnóstico, falam que conseguiam entender várias coisas, mas não conseguiam se comunicar.

Depois que tiver chorado bem, pare e repare numa coisa:

O mundo parou por causa do seu sofrimento? Não.

Leia mais aqui.

Tradução para o português da escala M-CHAT para rastreamento precoce de autismo

Mirella Fiuza LosapioI; Milena Pereira PondéII
IAcadêmica de Medicina, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), Salvador, BA
IIDoutora. Professora adjunta, Farmacologia e Psiquiatria, EBMSP

INTRODUÇÃO: A escala Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT) é um instrumento de rastreamento precoce de autismo, que visa identificar indícios desse transtorno em crianças entre 18 e 24 meses. Deve ser aplicada nos pais ou cuidadores da criança. É auto-aplicável e simples, e apresenta alta sensibilidade e especificidade. Foi desenvolvida no idioma inglês e ainda não está disponível uma versão em português. Na literatura não existe consenso quanto à técnica de tradução, sendo a adaptação transcultural uma das formas possíveis. O objetivo do presente estudo foi realizar a tradução do inglês para o português do Brasil da escala M-CHAT para rastreio precoce do autismo, respeitando a equivalência transcultural.

Baixe aqui.

Baixe aqui, para o seu celular ou tablet Android, a versão informatizada da lista criada em 1999 por Diana Robins, Deborah Fein & Marianne Barton. O M-CHAT-R (ou Lista Modificada para Identificar Autismo em Crianças, Revisado) é composto por questionário de 2 etapas para avaliar o risco de uma criança ter o transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

 

O que o professor precisa saber sobre Autismo

Publicado no site  www.reab.me, por Ana Leite, em 29 de março de 2016

Sim, muitos professores já sabem, mas também é verdade que “tantos outros muitos” precisam conhecer as características inerentes às crianças com TEA para poder ensiná-las da melhor forma e garantir que o processo de aprendizagem não fique prejudicado.

Sendo assim, pegamos carona nas orientações dadas por José Ramón Alonso no site autismodiário.org para pontuar informações para professores que se interessam em aprender sobre Autismo.

Leia aqui.

Introdução a algumas escalas de avaliação relacionadas ao espectro do autismo

A avaliação das características autísticas em uma criança continua essencialmente clínica, não existindo exames comprobatórios que orientem o diagnóstico. A tendência dos últimos anos na Psiquiatria como um todo é a criação de instrumentos (questionários ou escalas) que, por meio da observação direta ou de perguntas direcionadas, possam estabelecer parâmetros mensuráveis e sirvam como ferramentas para orientar o diagnóstico clínico.

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Autor da Pesquisa e Tradução: Vinicius Aguiar Agosto – 2009
http://www.ama.org.br

Consulta com o Dr Sabrá

do blog: http://www.estouautista.com.br
Publicado em 23 de outubro de 2015 por Karla e Luiza.

Logo que saiu o estudo do Dr Sabrá sobre as alergias ligadas ao autismo ficamos felizes pois um brasileiro, médico, PHD, trazia para o país o que muitos pais e alguns médicos DAN já colocavam em prática: dietas específicas para resolver alergias cerebrais.

Porém Sabrá foi além: acabou com a desculpa de muitas pessoas que recusavam o tratamento por não ser comprovado cientificamente (essas pessoas provavelmente nunca pesquisaram em inglês ou nunca destinaram seu tempo pesquisando mesmo em português artigos traduzidos por mães de autistas engajadas na causa) e ainda deu credibilidade aos tratamentos ditos “alternativos” (detestamos esse termo pois para nós o alternativo é o que foge da natureza ou seja a alopatia). Sabrá apresenta em seus estudos a relação das alergias com os comportamentos autisticos que aparecem em muitas crianças e adultos e conseguiu  a recuperação de algumas em seu consultório. Mas já deixamos bem claro aqui que nem por isso essa é a formula mágica da cura!!!

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O diagnóstico do autismo

O diagnóstico de um transtorno do espectro do autismo é um passo fundamental para um bom plano de tratamento. Deve ser o resultado de uma avaliação minuciosa e cuidadosa, se possível, feita por equipe multiprofissional e com experiência nesse tipo de atividade.

A variedade de apresentações do autismo é tão grande que não se encontram duas pessoas autistas com as mesmas dificuldades e habilidades.

O momento do diagnóstico é, geralmente, muito importante para toda a família. As famílias de pessoas com autismo recordam-se, na maioria das vezes, com detalhes, do momento em que lhes foi revelado o problema do filho. Emoções conflitantes costumam tomar conta dos pais nesse momento. Alguns sentem alívio por finalmente possuir um caminho para seguir. Outros transferem para o profissional que deu a notícia toda a revolta pelo fato do filho apresentar um problema tão difícil e desafiador. Mas de modo geral, não é sem dor que se recebe o diagnóstico de autismo. É preciso que aproveitemos esse momento para mobilizar nas famílias o que têm de melhor para ajudar a criança autista que está sendo diagnosticada. Devemos acrescentar, sempre, ao diagnóstico um plano de ação detalhado, para fazer frente as dificuldades específicas da criança.

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Inspirados pelo autismo

A Inspirados pelo Autismo é uma instituição brasileira que oferece aos pais e profissionais um novo olhar sobre o autismo, assim como estratégias diferenciadas para promover o desenvolvimento das pessoas com características do espectro do autismo.

Nossa abordagem é responsiva, interacionista, motivacional e lúdica e propõe o desenvolvimento das habilidades sociais das pessoas com autismo através de interações prazerosas. Apoiamos famílias e profissionais de todo o país através de cursos para grupos e consultorias personalizadas (virtuais e presenciais). Em nosso site você encontrará também vídeos, artigos, dicas e sugestões de atividades lúdicas que permitirão aplicar imediatamente as estratégias de nossa abordagem com sua criança, paciente ou aluno com autismo.

Conheça aqui.

Edson apresenta a linha de tratamento que escolheu para o filho

Edson apresenta a linha de tratamento que escolheu para o filho Ale, quem foi diagnosticado com dois anos de idade como autista e teve uma boa recuperação após as intervenções realizadas com ajuda das pesquisas do pai.

Professor universitário, Ph.D. em Bio Engenharia. Pesquisador. Pai de Ale, 4 anos, autista.

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM 5

Em maio de 2013, a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5 foi publicada incluindo mudanças expressivas nos critérios diagnósticos de autismo e adotando, finalmente, o termo TEA como categoria diagnóstica.

O DSM-5 agrupou e incluiu quatro das cinco categorias dos TID do DSM-IV na condição de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Foram elas: Transtorno Autista, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno de Asperger e Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação. De acordo com o DSM-5, esses transtornos não terão mais validade em termos de condições diagnósticas distintas. Assim, passarão a ser considerados no mesmo espectro do autismo.

No DSM-5 o TEA é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento, que é um grupo de condições com início no período do desenvolvimento. Estes transtornos tipicamente se manifestam cedo no desenvolvimento, em geral antes de a criança ingressar na escola, sendo caracterizados por déficits no desenvolvimento que acarretam prejuízos no funcionamento pessoal, social, acadêmico ou profissional. É frequente a ocorrência de mais de um transtorno do neurodesenvolvimento; por exemplo, indivíduos com transtorno do espectro autista frequentemente apresentam deficiência intelectual (transtorno do desenvolvimento intelectual).

Baixe aqui a versão completa do DSM 5 em português.