Inclusão Escolar de alunos com autismo

Palestra da Dra. Maryse Helena Felippe de Oliveira Suplino
(Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense(1987), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Gama Filho(1994), mestrado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro(1998) e doutorado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro(2007). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Especial. Atuando principalmente nos seguintes temas:educação inclusiva, interação, autismo). 

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Psicomotricidade

O QUE É PSICOMOTRICIDADE

Segundo a Associação Brasileira de Psicomotricidade é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização.” (Associação Brasileira de Psicomotricidade)

“A Psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que inclui as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos objetos e outros sujeitos.” (Costa,2002)

“Em razão de seu próprio objeto de estudo, isto é, o indivíduo humano e suas relações com o corpo, a Psicomotricidade é uma ciência encruzilhada… que utiliza as aquisições de numerosas ciências constituídas (biologia, psicologia, psicanálise, sociologia, linguística…) Em sua prática empenha-se em deslocar a problemática cartesiana e reformular as relações entre alma e corpo: O homem é seu corpo e NÃO – O homem e seu corpo”. (Jean-Claude Coste, 1981)

A psicomotricidade pode também ser definida como o campo transdisciplinar que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas e sistémicas entre o psiquismo e a motricidade.

Baseada numa visão holística do ser humano, a psicomotricidade encara de forma integrada as funções cognitivas, sócio-emocionais, simbólicas, psicolinguísticas e motoras, promovendo a capacidade de ser e agir num contexto psicossocial. A psicomotricidade possui as linhas de atuação educativa, reeducativa, terapêutica, relacional, aquática e ramain.

QUEM É O PSICOMOTRICISTA

O Psicomotricista é o profissional que age na interface saúde, educação e cultura, avaliando, prevenindo, cuidando e pesquisando o indivíduo na relação com o ambiente e processos de desenvolvimento, tendo por objetivo atuar nas dimensões do esquema e da imagem corporal em conformidade com o movimento, a afetividade e a cognição.

Áreas de atuação
Educacional, Institucional e Clínica

Eixos de atendimento
Educacional:
Ensino básico e ensino superior, incluindo educação especial e outras modalidades.
Hospitalar:
UTI, ambulatórios, enfermarias e brinquedotecas.
Empresarial:
Ergomotricidade
Psicomotricidade aquática
Terapia psicomotora:
Saúde mental
Gerontopsicomotricidade

A prática psicomotora se dá de forma Individual ou em grupo, da concepção à terceira idade, compreendendo as necessidades de adaptação sensoriais, sociais, comportamentais e de crescimento pessoal.

(Fonte: http://psicomotricidade.com.br).

No Brasil, ao contrário do que acontece em muitos outros países, como a França, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, México, Uruguai, Argentina, Venezuela, Bolívia, Paraguai, que há muito reconhecem a Psicomotricidade como categoria ocupacional, no Brasil, esta profissão ainda não existe de direito, e a formação é realizada como especialização para profissionais de outras áreas e como curso técnico.

E fora do Brasil?

Em Portugal
A Psicomotricidade surgiu em Portugal a partir da licenciatura em Educação Física na Faculdade de Motricidade Humana, na década de 80 do século XX. Inicialmente existia uma especialização em Educação Especial e Reabilitação (EER) que contemplava algumas noções básicas de psicomotricidade. No início dos anos 90, esta especialização foi separada da licenciatura de Educação Física e tornou-se uma licenciatura independente com três ramos de especialização, um dos quais foi designado por “Reeducação Psicomotora e Terapia”. Em 2002, a licenciatura em Educação Especial e Reabilitação, evoluiu para uma licenciatura específica em Reabilitação Psicomotora. Em 2006, uma nova licenciatura em Reabilitação Psicomotora foi criada na Universidade Fernando Pessoa e em 2007, mais três universidades criaram uma licenciatura em Reabilitação Psicomotora.

Na Itália
O terapeuta da neuro psicomotricidade da idade evolutiva é uma figura profissional reconhecida desde 2000. Desde 2009 exite nas faculdades de medicina italianas o curso de Terapia da neuro psicomotricidade da idade evolutiva. Nas propostas de intervenções reabilitativas de pessoas com autismo, a psicomotricidade é a primeira terapia indicada.

 

 

 

 

 

Tenho um filho Autista, e agora?

Publicado no blog: santadecasafazmilagre.blogspot.com.br

Se você acabou de receber um diagnóstico de autismo para seu filho, você vai ter uma das duas reações:

Respirar aliviada porque, enfim, tem um diagnóstico, ou chorar, chorar, chorar.

A primeira acontece depois que a gente vem de uma verdadeira romaria em médicos, tentando descobrir o que está acontecendo com nosso filho. Por incrível que pareça, por pior que seja o diagnóstico, pelo menos temos um ponto para começar, e isso é bem melhor do que a impotência que sentimos quando, consulta após consulta, a única coisa que escutamos é: seu filho tem alguma coisa errada, só não sei o que é. Nessas idas e vindas você chora tanto, passam tantas possibilidades pela sua cabeça, toma conhecimento de tantas doenças que existem e que você nem imaginava, que ao receber o diagnóstico tudo que você quer é se focar no “espectro autista” e ir atrás de alternativas que, com certeza, existem.

A segunda é quando o diagnóstico é feito mais rapidamente e os pais não tiveram tempo de se acostumar com a tal idéia de que “seu filho tem alguma coisa errada, só não sei o que é”.

É uma bomba caindo em cima de sua cabeça. Por isso o melhor a fazer é chorar, chorar, chorar.

Mas, com um detalhe, longe de seu filho. O fato dele não conseguir se comunicar, não significa que ele não consiga entender. Crianças autistas que tiveram grandes melhoras e até que perderam o diagnóstico, falam que conseguiam entender várias coisas, mas não conseguiam se comunicar.

Depois que tiver chorado bem, pare e repare numa coisa:

O mundo parou por causa do seu sofrimento? Não.

Leia mais aqui.

Autismo e Integração sensorial

Publicado no site www.indianopolis.com.br em 15 de dezembro de 2015

Integração Sensorial é a habilidade em organizar, interpretar sensações e responder apropriadamente ao ambiente, auxiliando nas atividades do dia-a-dia.

Kanner  e Asperger descreviam reações fora do comum de seus pacientes autistas com relação aos sons, toque, cheiros, estímulos visuais e paladar.

Alguns estímulos aparentemente comuns são percebidos como algo estressante, causador de medo e ansiedade, enquanto outros, como fontes de prazer e satisfação.

Crianças autistas com problemas sensoriais apresentam dificuldade em interpretar e organizar as informações sensoriais vindas do seu próprio corpo ou do ambiente.

Leia mais aqui.

Pessoas autistas, protagonistas de um Brasil mais inclusivo

Publcado no site abraca.autismobrasil.org, em 15/ de março de 2016

De uma maneira geral a sociedade ainda enxerga o autismo como uma tragédia e não como parte importante da diversidade humana, um jeito de ser. Estamos avançando para mudar isso! Porém, a falta de apoio do Estado e a insuficiência de políticas públicas adequadas, abre espaço para retrocessos conceituais, para o charlatanismo e o abandono.
 
Políticas inclusivas, transversais e articuladas para atenção, proteção e garantia dos direitos das pessoas com autismo devem ser traduzidas como postos de saúde, escolas, CAPs (Centros de Atenção Psicossocial), Centros Especializados de Reabilitação, equipamentos de cultura e lazer etc. qualificados para atendê-las.
Leia mais aqui: http://abraca.autismobrasil.org/autistaprotagonista/

15 sugestões adaptativas para crianças autistas na escola

Publicado no site http://www.psicologiasdobrasil.com.br, por Nara Dornelas

A maioria das crianças dentro do espectro autista apresenta Transtorno de Processamento Sensorial (TPS), onde suas habilidades de processar e organizar as informações recebidas pelo ambiente são deficitárias, consequentemente os seus comportamentos (resposta aos estímulos) são inadequados em determinadas situações.

Ler mais: http://www.psicologiasdobrasil.com.br/autismo-e-escola/#ixzz4K8ay4m7c