A formação de professores e a educação de autistas

A formação de professores e a educação de autistas

OEI- Revista Iberoamericana de Educación (ISSN: 1681-5653)
Sílvia Ester Orrú
Fundação de Ensino Octavio Bastos, Brasil

Uma das responsabilidades do educador é a de intervir na vida humana por meio da reflexão e da ação reflexiva, geradoras de estratégias pedagógicas para o bem comum do educando. Logo, se é impossível fazer de conta que o autismo não existe, certamente podemos, enquanto educadores, nos dispormos à busca de maneiras inovadoras, facilitadoras, diferenciadas e produtivas para a construção de uma melhor qualidade de vida para a pessoa com autismo.

Para tanto, somente será possível tal ação, se nos despojarmos dos pré-conceitos estabelecidos como definidores de destinos. É imprescindível que o educador e qualquer outro profissional que trabalhe junto a pessoa com autismo seja um conhecedor da síndrome e de suas características inerentes. Porém, tais conhecimentos devem servir como sustento positivo para o planejamento das ações a serem praticadas e executadas e não como desculpas para o abandono à causa. Tomando as palavras de Rivière (1984):

“Esta tarefa educativa é provavelmente a experiência mais comovedora e radical que pode ter o professor. Esta relação põe à prova, mais do que nenhuma outra, os recursos e as habilidades do educador. Como ajudar aos autistas a aproximarem-se de um mundo de significados e de relações humanas significativas? Que meios podemos empregar para ajudá-los a comunicarem-se, atrair sua atenção e interesse pelo mundo das pessoas para retirá-los do seu mundo ritualizado, inflexível e fechado em si mesmo?”

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Percepção de crianças que vivenciam um processo inclusivo na educação infantil

Percepção de crianças que vivenciam um processo inclusivo na educação infantil
Susana Tyska Weber

Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Docência na Educação Infantil do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Orientadora: Profa Dra Luciana Vellinho Corso
Co-orientadora: Profa Dra Leni Vieira Dornelles

Este estudo buscou formas de ouvir as crianças sobre uma realidade que se apresenta e que afeta de alguma forma o seu cotidiano na instituição de educação infantil – a inclusão escolar.

A pesquisa realizou-se em uma escola da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre com uma turma de Jardim B, composta de vinte e uma crianças – sendo treze meninas e oito meninos.

As principais questões de pesquisa foram:

o que pensam, dizem e expressam as crianças de uma turma de Jardim B em relação a Pedro, o colega que apresenta Transtorno Global do Desenvolvimento;

que estratégias de inclusão ou exclusão aparecem nas interações, nas falas e nas brincadeiras espontâneas das crianças;

quais as ações pedagógicas desenvolvidas com a turma são capazes de se refletir em atitudes, gestos e/ou interações que favoreçam a inclusão da criança com TGD.

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Currículo Funcional e Natural

Publicado  no site www.institutoinclusaobrasil.com.br, por Marina da Silveira Rodrigues Almeida, Consultora em Educação Inclusiva,  Psicóloga e Pedagoga Especialista

O Currículo Funcional e Natural procura selecionar procedimentos de ensino compatíveis com as capacidades dos alunos especiais, objetivando torná-los independentes e produtivos.

Segundo LeBlanc (1992), um currículo ideal está baseado primordialmente na investigação das variáveis que influenciam na aprendizagem. De maneira geral, a proposta deste currículo Funcional e Natural está baseada na funcionalidade das habilidades a serem adquiridas e na manutenção destas através de contingências naturais de aprendizagem. Abrange todos os contextos nos quais os alunos convivem escola, comunidade, família e trabalho. É um trabalho que se apóia no repertório de entrada do aluno, no conhecimento de seu meio e nas relações recíprocas entre eles.

É freqüente ainda que as crianças com deficiências múltiplas ou déficit intelectual acentuados sejam ensinadas através de seqüência de habilidades em função do desenvolvimento.

Isto resulta em situações em que as crianças têm que aprender em qualquer idade as habilidades correspondentes ao nível de desenvolvimento que apresentam.

Muitas vezes o aluno com deficiências severas ou profundas passam muito tempo na escola trabalhando habilidades artificiais ou inadequadas para a idade.

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Currículo Funcional Natural – Guia prático para a educação na área de autismo e deficiência mental – Maryse Suplino – Baixe aqui.

Manual prático para aplicação na Escola de Educação Especial da APAE de Bauru – Baixe aqui.

Tradução para o português da escala M-CHAT para rastreamento precoce de autismo

Mirella Fiuza LosapioI; Milena Pereira PondéII
IAcadêmica de Medicina, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), Salvador, BA
IIDoutora. Professora adjunta, Farmacologia e Psiquiatria, EBMSP

INTRODUÇÃO: A escala Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT) é um instrumento de rastreamento precoce de autismo, que visa identificar indícios desse transtorno em crianças entre 18 e 24 meses. Deve ser aplicada nos pais ou cuidadores da criança. É auto-aplicável e simples, e apresenta alta sensibilidade e especificidade. Foi desenvolvida no idioma inglês e ainda não está disponível uma versão em português. Na literatura não existe consenso quanto à técnica de tradução, sendo a adaptação transcultural uma das formas possíveis. O objetivo do presente estudo foi realizar a tradução do inglês para o português do Brasil da escala M-CHAT para rastreio precoce do autismo, respeitando a equivalência transcultural.

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Baixe aqui, para o seu celular ou tablet Android, a versão informatizada da lista criada em 1999 por Diana Robins, Deborah Fein & Marianne Barton. O M-CHAT-R (ou Lista Modificada para Identificar Autismo em Crianças, Revisado) é composto por questionário de 2 etapas para avaliar o risco de uma criança ter o transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

 

AUTISMO: uma abordagem tamanho família

Mariene Martins Maciel
Jornalista com especializações em História e Psicopedagogia, diretora da Afaga (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista) e da Abraça (Associação Brasileira para a Ação por Direitos da Pessoa com Autismo).

Argemiro de Paula Garcia Filho
Geólogo, diretor da Afaga (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista) e da Abraça (Associação Brasileira para a Ação por Direitos da Pessoa com Autismo).

Este é um breve relato das estratégias que nossa família adotou para lidar com o autismo de nosso filho mais novo, Gabriel. Como em muitos casos, entre os dois e três anos de idade, ele deixou de se comunicar, parecia “ausente” por longos períodos, não respondia a chamados e se comportava como se estivesse surdo. Uma peregrinação por médicos não trouxe respostas: nós mesmos levantamos a hipótese de autismo, embora não soubéssemos claramente do que se tratava. Um diagnóstico formal só foi dado quando tinha a idade de nove anos e meio, em janeiro de 2003.

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Contribuições da abordagem histórico-cultural na educação de alunos autistas

Sílvia Ester Orrú
Doutora em Educação, Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, Departamento de Teoria e Fundamentos, Campus Universitário Darcy Ribeiro
Brasília DF, Brasil, CEP. 70910-900. seorru@unb.br

RESUMO
O presente trabalho apresenta a abordagem histórico-cultural de Vigotsky e suas contribuições para a educação de alunos com autismo. Este artigo é decorrente de uma pesquisa-ação realizada a dez alunos com autismo e seus professores numa escola especializada do interior do Estado de São Paulo, Brasil, no período de 2000 a 2006. Os resultados dizem respeito ao papel mediador do professor na reconstituição e na melhora da vivência emocional do aluno para que ele transcenda das reações afetivas imediatas para outras mais duradouras. Conclui-se que a abordagem histórico cultural e a integração social favorecem uma aprendizagem mais significativa para o aluno autista.

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