Tenho um filho Autista, e agora?

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setembro 16, 2016 por davidepompermaier

Publicado no blog: santadecasafazmilagre.blogspot.com.br

Se você acabou de receber um diagnóstico de autismo para seu filho, você vai ter uma das duas reações:

Respirar aliviada porque, enfim, tem um diagnóstico, ou chorar, chorar, chorar.

A primeira acontece depois que a gente vem de uma verdadeira romaria em médicos, tentando descobrir o que está acontecendo com nosso filho. Por incrível que pareça, por pior que seja o diagnóstico, pelo menos temos um ponto para começar, e isso é bem melhor do que a impotência que sentimos quando, consulta após consulta, a única coisa que escutamos é: seu filho tem alguma coisa errada, só não sei o que é. Nessas idas e vindas você chora tanto, passam tantas possibilidades pela sua cabeça, toma conhecimento de tantas doenças que existem e que você nem imaginava, que ao receber o diagnóstico tudo que você quer é se focar no “espectro autista” e ir atrás de alternativas que, com certeza, existem.

A segunda é quando o diagnóstico é feito mais rapidamente e os pais não tiveram tempo de se acostumar com a tal idéia de que “seu filho tem alguma coisa errada, só não sei o que é”.

É uma bomba caindo em cima de sua cabeça. Por isso o melhor a fazer é chorar, chorar, chorar.

Mas, com um detalhe, longe de seu filho. O fato dele não conseguir se comunicar, não significa que ele não consiga entender. Crianças autistas que tiveram grandes melhoras e até que perderam o diagnóstico, falam que conseguiam entender várias coisas, mas não conseguiam se comunicar.

Depois que tiver chorado bem, pare e repare numa coisa:

O mundo parou por causa do seu sofrimento? Não.

Leia mais aqui.

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Transtorno e sintoma

A noção de transtorno é o que unifica o campo das terapias cognitivo-comportamentais.

Etimologicamente, transtorno significa tanto situação imprevista e desfavorável como situação que causa incômodo para alguém.

Só resta saber quem é o incomodado, se o terapeuta cognitivo-comportamental ou se o sujeito que é submetido ao seu tratamento.

O verbo transtornar, por sua vez, significa tanto modificar a ordem, pôr outra ordem em funcionamento, quanto provocar desordem.

Em inglês, que é o idioma oficial dessa prática, também é evocado o sentido de desordem: disorder.

Em francês, por sua vez, tem uma conotação interessante: trouble tem o sentido de uma perturbação política.

Mas podemos considerar que todas essas acepções de transtorno, quando tomadas por práticas que se julgam objetivas e que pretendem estabelecer jurisdição sobre as práticas, pressupõem três aspectos:

1. O transtorno é uma perturbação da ordem a ser seguida;

2. Se há uma ordem a ser seguida, há a necessidade de adaptar-se a essa ordem;

3. O transtornado é alguém que sofre de um déficit de competências em relação aos outros sujeitos que se adaptaram a essa ordem.

Retomamos aqui a questão que colocamos no início: quem é mais afetado pela desordem, o paciente ou o terapeuta?

TRANSTORNO, SINTOMA E DIREÇÃO DO TRATAMENTO PARA O AUTISMO

Roberto Calazans

Clara Rodrigues Martins

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