Pessoas autistas, protagonistas de um Brasil mais inclusivo

setembro 14, 2016 por davidepompermaier

Publcado no site abraca.autismobrasil.org, em 15/ de março de 2016

De uma maneira geral a sociedade ainda enxerga o autismo como uma tragédia e não como parte importante da diversidade humana, um jeito de ser. Estamos avançando para mudar isso! Porém, a falta de apoio do Estado e a insuficiência de políticas públicas adequadas, abre espaço para retrocessos conceituais, para o charlatanismo e o abandono.
 
Políticas inclusivas, transversais e articuladas para atenção, proteção e garantia dos direitos das pessoas com autismo devem ser traduzidas como postos de saúde, escolas, CAPs (Centros de Atenção Psicossocial), Centros Especializados de Reabilitação, equipamentos de cultura e lazer etc. qualificados para atendê-las.
Leia mais aqui: http://abraca.autismobrasil.org/autistaprotagonista/
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Transtorno e sintoma

A noção de transtorno é o que unifica o campo das terapias cognitivo-comportamentais.

Etimologicamente, transtorno significa tanto situação imprevista e desfavorável como situação que causa incômodo para alguém.

Só resta saber quem é o incomodado, se o terapeuta cognitivo-comportamental ou se o sujeito que é submetido ao seu tratamento.

O verbo transtornar, por sua vez, significa tanto modificar a ordem, pôr outra ordem em funcionamento, quanto provocar desordem.

Em inglês, que é o idioma oficial dessa prática, também é evocado o sentido de desordem: disorder.

Em francês, por sua vez, tem uma conotação interessante: trouble tem o sentido de uma perturbação política.

Mas podemos considerar que todas essas acepções de transtorno, quando tomadas por práticas que se julgam objetivas e que pretendem estabelecer jurisdição sobre as práticas, pressupõem três aspectos:

1. O transtorno é uma perturbação da ordem a ser seguida;

2. Se há uma ordem a ser seguida, há a necessidade de adaptar-se a essa ordem;

3. O transtornado é alguém que sofre de um déficit de competências em relação aos outros sujeitos que se adaptaram a essa ordem.

Retomamos aqui a questão que colocamos no início: quem é mais afetado pela desordem, o paciente ou o terapeuta?

TRANSTORNO, SINTOMA E DIREÇÃO DO TRATAMENTO PARA O AUTISMO

Roberto Calazans

Clara Rodrigues Martins

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