Autismo: A alteração sensorial e as estereotipias

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setembro 4, 2016 por davidepompermaier

Publicado no site www.comportese.com, por Juliana Fialho, em 25 de agosto de 2014

O nosso sistema nervoso recebe diversos estímulos através dos órgãos dos sentidos, como informações visuais, auditivas, táteis, olfativas, gustativas, proprioceptivas e vestibulares. O sistema nervoso, então, organiza estas informações, decodifica-as e responde a elas de forma apropriada, por exemplo, buscando mais de um estímulo que gerou sensações prazerosas e repelindo ou se afastando de um estímulo que gerou sensações aversivas.
 
As crianças autistas, entretanto, apresentam alterações orgânicas que afetam a recepção e a decodificação de estímulos sensoriais. Com isso, estes estímulos podem afetar o organismo da criança de forma exagerada ou diminuída, isto é, gerando muito prazer ou extrema aversão.
Leia aqui.
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Transtorno e sintoma

A noção de transtorno é o que unifica o campo das terapias cognitivo-comportamentais.

Etimologicamente, transtorno significa tanto situação imprevista e desfavorável como situação que causa incômodo para alguém.

Só resta saber quem é o incomodado, se o terapeuta cognitivo-comportamental ou se o sujeito que é submetido ao seu tratamento.

O verbo transtornar, por sua vez, significa tanto modificar a ordem, pôr outra ordem em funcionamento, quanto provocar desordem.

Em inglês, que é o idioma oficial dessa prática, também é evocado o sentido de desordem: disorder.

Em francês, por sua vez, tem uma conotação interessante: trouble tem o sentido de uma perturbação política.

Mas podemos considerar que todas essas acepções de transtorno, quando tomadas por práticas que se julgam objetivas e que pretendem estabelecer jurisdição sobre as práticas, pressupõem três aspectos:

1. O transtorno é uma perturbação da ordem a ser seguida;

2. Se há uma ordem a ser seguida, há a necessidade de adaptar-se a essa ordem;

3. O transtornado é alguém que sofre de um déficit de competências em relação aos outros sujeitos que se adaptaram a essa ordem.

Retomamos aqui a questão que colocamos no início: quem é mais afetado pela desordem, o paciente ou o terapeuta?

TRANSTORNO, SINTOMA E DIREÇÃO DO TRATAMENTO PARA O AUTISMO

Roberto Calazans

Clara Rodrigues Martins

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