Brincanto – autismo tamanho família

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setembro 2, 2016 por davidepompermaier

BRINCANTO – AUTISMO TAMANHO FAMÍLIA / Mariene Martins Maciel / Argemiro de Paula Garcia Filho

A obra apresenta a abordagem Brincanto, desenvolvida pelos autores para a educação de seu filho autista e que foi utilizada com sucesso no atendimento de outras 42 pessoas autistas, sendo apresentados os resultados obtidos com 29 delas.

Os autores convidam o leitor a uma viagem ao cotidiano de uma família que teve um filho com autismo, viveu o luto da notícia e seguiu em frente. Engana-se quem pensa que vai ler uma história de sofrimento e de maledicência do destino, pois tratam-se de pessoas que, na função de pais, conseguiram enxergar a pessoa do filho, ao invés de ver somente suas incapacidades e diferenças, e com isso certamente tornaram-se melhores do ponto de vista humano.

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Transtorno e sintoma

A noção de transtorno é o que unifica o campo das terapias cognitivo-comportamentais.

Etimologicamente, transtorno significa tanto situação imprevista e desfavorável como situação que causa incômodo para alguém.

Só resta saber quem é o incomodado, se o terapeuta cognitivo-comportamental ou se o sujeito que é submetido ao seu tratamento.

O verbo transtornar, por sua vez, significa tanto modificar a ordem, pôr outra ordem em funcionamento, quanto provocar desordem.

Em inglês, que é o idioma oficial dessa prática, também é evocado o sentido de desordem: disorder.

Em francês, por sua vez, tem uma conotação interessante: trouble tem o sentido de uma perturbação política.

Mas podemos considerar que todas essas acepções de transtorno, quando tomadas por práticas que se julgam objetivas e que pretendem estabelecer jurisdição sobre as práticas, pressupõem três aspectos:

1. O transtorno é uma perturbação da ordem a ser seguida;

2. Se há uma ordem a ser seguida, há a necessidade de adaptar-se a essa ordem;

3. O transtornado é alguém que sofre de um déficit de competências em relação aos outros sujeitos que se adaptaram a essa ordem.

Retomamos aqui a questão que colocamos no início: quem é mais afetado pela desordem, o paciente ou o terapeuta?

TRANSTORNO, SINTOMA E DIREÇÃO DO TRATAMENTO PARA O AUTISMO

Roberto Calazans

Clara Rodrigues Martins

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