AUTISMO: uma abordagem tamanho família

Deixe um comentário

setembro 2, 2016 por davidepompermaier

Mariene Martins Maciel
Jornalista com especializações em História e Psicopedagogia, diretora da Afaga (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista) e da Abraça (Associação Brasileira para a Ação por Direitos da Pessoa com Autismo).

Argemiro de Paula Garcia Filho
Geólogo, diretor da Afaga (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista) e da Abraça (Associação Brasileira para a Ação por Direitos da Pessoa com Autismo).

Este é um breve relato das estratégias que nossa família adotou para lidar com o autismo de nosso filho mais novo, Gabriel. Como em muitos casos, entre os dois e três anos de idade, ele deixou de se comunicar, parecia “ausente” por longos períodos, não respondia a chamados e se comportava como se estivesse surdo. Uma peregrinação por médicos não trouxe respostas: nós mesmos levantamos a hipótese de autismo, embora não soubéssemos claramente do que se tratava. Um diagnóstico formal só foi dado quando tinha a idade de nove anos e meio, em janeiro de 2003.

Baixe aqui.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Transtorno e sintoma

A noção de transtorno é o que unifica o campo das terapias cognitivo-comportamentais.

Etimologicamente, transtorno significa tanto situação imprevista e desfavorável como situação que causa incômodo para alguém.

Só resta saber quem é o incomodado, se o terapeuta cognitivo-comportamental ou se o sujeito que é submetido ao seu tratamento.

O verbo transtornar, por sua vez, significa tanto modificar a ordem, pôr outra ordem em funcionamento, quanto provocar desordem.

Em inglês, que é o idioma oficial dessa prática, também é evocado o sentido de desordem: disorder.

Em francês, por sua vez, tem uma conotação interessante: trouble tem o sentido de uma perturbação política.

Mas podemos considerar que todas essas acepções de transtorno, quando tomadas por práticas que se julgam objetivas e que pretendem estabelecer jurisdição sobre as práticas, pressupõem três aspectos:

1. O transtorno é uma perturbação da ordem a ser seguida;

2. Se há uma ordem a ser seguida, há a necessidade de adaptar-se a essa ordem;

3. O transtornado é alguém que sofre de um déficit de competências em relação aos outros sujeitos que se adaptaram a essa ordem.

Retomamos aqui a questão que colocamos no início: quem é mais afetado pela desordem, o paciente ou o terapeuta?

TRANSTORNO, SINTOMA E DIREÇÃO DO TRATAMENTO PARA O AUTISMO

Roberto Calazans

Clara Rodrigues Martins

%d blogueiros gostam disto: