AUTISMO: uma abordagem tamanho família

Mariene Martins Maciel
Jornalista com especializações em História e Psicopedagogia, diretora da Afaga (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista) e da Abraça (Associação Brasileira para a Ação por Direitos da Pessoa com Autismo).

Argemiro de Paula Garcia Filho
Geólogo, diretor da Afaga (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista) e da Abraça (Associação Brasileira para a Ação por Direitos da Pessoa com Autismo).

Este é um breve relato das estratégias que nossa família adotou para lidar com o autismo de nosso filho mais novo, Gabriel. Como em muitos casos, entre os dois e três anos de idade, ele deixou de se comunicar, parecia “ausente” por longos períodos, não respondia a chamados e se comportava como se estivesse surdo. Uma peregrinação por médicos não trouxe respostas: nós mesmos levantamos a hipótese de autismo, embora não soubéssemos claramente do que se tratava. Um diagnóstico formal só foi dado quando tinha a idade de nove anos e meio, em janeiro de 2003.

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