Entrevista sobre Autismo com a Neurologista Martha Herbert

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agosto 26, 2016 por davidepompermaier

Como você explica a hostilidade em uma parte da comunidade médica para os tratamentos que os pais de crianças autistas estão usando para tratar estas condições biomédicas?

Eu acho que há um número de diferentes níveis de hostilidade. Um deles é que os médicos são ensinados para acreditar que as drogas são mais eficazes do que remédios como a dieta. Há um forte preconceito contra a dieta e intervenções nutricionais. Outra coisa é que os pais não estão fazendo isso sob a vigilância ou a orientação de seus profissionais médicos. E isso é um problema. Parece que é uma situação fora de controle, eu acho, para os médicos. Eu acho que a maioria dos médicos realmente não têm um entendimento que encaixe no que eles aprenderam de autismo – quando eles não estão especializando-se, não ouvem sobre os avanços na ciência e não têm nenhuma razão para pensar que isso poderia ter alguma coisa a ver com o que eles concebem como um erro inato devastador, ao longo da vida.

Leia aqui.

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Transtorno e sintoma

A noção de transtorno é o que unifica o campo das terapias cognitivo-comportamentais.

Etimologicamente, transtorno significa tanto situação imprevista e desfavorável como situação que causa incômodo para alguém.

Só resta saber quem é o incomodado, se o terapeuta cognitivo-comportamental ou se o sujeito que é submetido ao seu tratamento.

O verbo transtornar, por sua vez, significa tanto modificar a ordem, pôr outra ordem em funcionamento, quanto provocar desordem.

Em inglês, que é o idioma oficial dessa prática, também é evocado o sentido de desordem: disorder.

Em francês, por sua vez, tem uma conotação interessante: trouble tem o sentido de uma perturbação política.

Mas podemos considerar que todas essas acepções de transtorno, quando tomadas por práticas que se julgam objetivas e que pretendem estabelecer jurisdição sobre as práticas, pressupõem três aspectos:

1. O transtorno é uma perturbação da ordem a ser seguida;

2. Se há uma ordem a ser seguida, há a necessidade de adaptar-se a essa ordem;

3. O transtornado é alguém que sofre de um déficit de competências em relação aos outros sujeitos que se adaptaram a essa ordem.

Retomamos aqui a questão que colocamos no início: quem é mais afetado pela desordem, o paciente ou o terapeuta?

TRANSTORNO, SINTOMA E DIREÇÃO DO TRATAMENTO PARA O AUTISMO

Roberto Calazans

Clara Rodrigues Martins

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